Islândia
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| Lýðveldið Ísland República da Islândia |
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| Hino nacional: Lofsöngur ("Canção de louvor") |
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| Gentílico: islandês | |
Localização da Islândia (a vermelho) No continente europeu (a branco) |
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| Capital | Reykjavik (Reiquiavique) 64°08' N 21°56' W |
| Cidade mais populosa | Reykjavik |
| Língua oficial | Islandês |
| Governo | República parlamentar |
| - Presidente | Ólafur Ragnar Grímsson |
| - Primeiro-ministro | Geir H. Haarde |
| Independência | da Dinamarca |
| - Direito de Governo | 1 de Fevereiro de 1904 |
| - Reconhecida | 1 de Dezembro de 1918 |
| - República | 17 de junho de 1944 |
| Área | |
| - Total | 103.000 km² (107º) |
| - Água (%) | 2,7 |
| População | |
| - Estimativa de 2008 | 313.376 hab. (172º) |
| - Censo 1980 | 229.187 |
| - Densidade | 3,1 hab./km² (195º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2006 |
| - Total | US$12,172 bilhões (132º) |
| - Per capita | US$40.277 (2005) (4º) |
| Indicadores sociais | |
| - IDH (2006) | 0,968 (1º) – elevado[1] |
| - Esper. de vida | 81,8 anos (3º) |
| - Mort. infantil | 2,9/mil nasc. (195º) |
| - Alfabetização | 99,0% (18º) |
| Moeda | Coroa islandesa (ISK) |
| Fuso horário | GMT (UTC0) |
| - Verão (DST) | (UTC+1) |
| Org. internacionais | EFTA, OCDE, OTAN |
| Cód. ISO | ISL |
| Cód. Internet | .is |
| Cód. telef. | ++354 |
| Website governamental | Sítio do governo islandês, em inglês |
A Islândia, oficialmente República da Islândia (islandês: Ísland ou Lýðveldið Ísland, AFI: [ˈliðvɛltɪð ˈistlant]) é um país insular localizado no noroeste da Europa (apesar de geograficamente situar-se na dorsal meso-atlântica), entre o resto do continente e a Gronelândia (Groenlândia). Em julho de 2007, sua população era de 311.396 habitantes. Sua capital e maior cidade é Reiquiavique (Reykjavík).
A ilha é banhada pelo oceano Atlântico a sul e oeste, e pelo mar da Noruega a norte e a leste, e está separada da Gronelândia pelo estreito da Dinamarca. Os territórios mais próximos, além da própria Gronelândia, são as ilhas Feroé, a sueste, e a ilha norueguesa de Jan Mayen, a nor-nordeste. É considerado um dos melhores países do mundo para se viver, pelo fato de ter o índice de desenvolvimento humano mais elevado mundialmente[2] e à alta qualidade de vida da sua população.
Índice |
[editar] História
[editar] Primeiros assentamentos
As primeiras pessoas que provavelmente habitaram a Islândia foram monges irlandeses eremitas, que se estabeleram por lá no século VIII, porém partiram após a chegada dos nórdicos, que sistematicamente se estabeleceram na ilha no período de 870-930 d.C. O primeiro escandinavo a se fixar por essas áreas foi Ingólfur Arnarson, que construiu sua moradia em Reiquiavique em 874. Após Ingólfur, muitos outros imigrantes chegaram, principalmente nórdicos e seus escravos irlandeses. Por volta de 930, quase toda a área arável já havia sido reinvidicada e o Alþingi (Althingi), um parlamento legislativo e judiciário, foi fundado com a função de um centro político do Estado livre islandês. O cristianismo foi adotado no ano 1000. O Estado durou até 1262, quando o conflito de interesses e o sistema político adotado já não satisfaziam a todos.
[editar] Idade Média
As disputas internas e as brigas civis na era sturlunga levaram ao tratado Gamli Sáttmáli ("Antigo Pacto"), que visava a união entre a Islândia e a Noruega. O domínio da Islândia passou então para os dinamarqueses no final do século XIV, quando os reinos da Noruega e da Dinamarca se uniram pelo tratado de Kalmar. Com o passar dos séculos seguintes, a Islândia foi transformando-se em um dos mais pobres países da Europa. O solo infértil, as erupções vulcânicas e o clima extremo fizeram da vida algo realmente muito difícil, ainda mais em uma sociedade que dependia quase inteiramente da agricultura. A Peste Negra eliminou grande parte da população islandesa em 1402-1404 e em 1494-1495, em ambos os períodos matando aproximadamente metade da população.[3]
Por volta do meio do século XVI, o rei Cristiano III da Dinamarca começou a impor o luteranismo em todos os assuntos. O último bispo católico na Islândia foi expulso em 1550, e então o país se tornou totalmente luterano. Durante os séculos XVII e XVIII, a Dinamarca impôs restrições comerciais bastante severas à Islândia, enquanto piratas frequentemente atacavam suas costas. Uma grande epidemia de varíola, durante o século XVIII, matou cerca de um terço da população.[4][5]
[editar] Independência e história recente
Em 1814, durante as Guerras Napoleônicas, a relação Dinamarca-Noruega rompeu-se em dois reinos distintos por meio do tratado de Kiel, e a Islândia permaneceu sob domínio dinamarquês. Severas condições climáticas durante o século XIX provocaram grandes ondas de imigração para os Estados Unidos da América e principalmente para o Canadá. Enquanto isso, um novo movimento separatista começou a ganhar impulso sob a liderança de Jón Sigurðsson, inspirado nas ideologias do nacionalismo romântico do continente europeu. Em 1874, a Dinamarca concedeu direitos à Islândia de se auto-governar, que foram expandidos em 1904. O Ato de União, um acordo com a Dinamarca assinado no dia 1 de Dezembro de 1918, reconheceu a Islândia como um estado pleno e soberano diante da Coroa dinamarquesa.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a ocupação alemã na Dinamarca em 9 de Abril de 1940 tornou a comunicação entre Islândia e a Dinamarca muito difícil. Naquele momento, o parlamento islandês declarou que o governo da ilha deveria exercer as funções antes exercidas pelo rei da Dinamarca, principalmente as suas relações estrangeiras. Um mês depois, as forças militares do Reino Unido invadiram a Islândia, violando a neutralidade islandesa. A ocupação dos aliados da Islândia durou todo o período restante da guerra. O Alþingi votou em 14 de Junho de 1941, elegendo Sveinn Björnsson como regente para o rei Cristiano X da Dinamarca.[6]
Em 1941, a responsabilidade pela ocupação passou para o exército dos Estados Unidos. No dia 31 de Dezembro de 1943, o acordo do Ato de União expirou por seus próprios termos após 25 anos. Começando em 20 de Maio de 1944, quatro dias de votação foram conduzidos para determinar em um plebiscito se a união com a Dinamarca deveria ser renovada ou se uma república deveria ser instaurada.[7] O resultado foi de 97% em favor do último, e a Islândia se tornou formalmente uma república independente no dia 17 de Junho de 1944, com Sveinn Bjornsson como seu primeiro presidente. A ocupação estrangeira retirou-se em 1946. A Islândia tornou-se membro da OTAN em 30 de Março de 1949, e em 5 de Maio de 1951, um acordo de defesa foi assinado com os Estados Unidos, onde tropas do país americano retornaram e permaneceram como parte do acordo durante toda a Guerra Fria e até ao Outono de 2006.
O período pós-guerra foi marcado por um importante crescimento econômico, através da indústria pesqueira e pela reconstrução promovida pelo Plano Marshall e pelo tipo de governo keynesiano marcante das economias europeias, promovendo ao máximo as trocas comerciais. A década de 1970 foi marcada pelas disputas com o Reino Unido sobre os limites pesqueiros da Islândia, apelidadas de Cod Wars ("Guerras do Bacalhau"). A economia foi intensamente diversificada após a entrada da Islândia na Área Econômica Europeia em 1992.
[editar] Política
A política da Islândia tem lugar num quadro de uma república democrática representativa parlamentar, segundo o qual o Primeiro-ministro da Islândia é o chefe de governo, e de um sistema multi-partidário. O poder executivo é exercido pelo governo. O poder legislativo é exercido pelo governo e o parlamento, o Alþingi (Althingi). O poder judiciário é independente dos poderes executivo e legislativo.
Os islandeses vão ás urnas para eleger o presidente (eleições presidenciais), o primeiro-ministro (eleições parlamentares) e os presidentes da Câmara Municipal (eleições municipais). Cada mandato tem a duração de quatro anos.
O partido actualmente no governo é o SSF (Sjálfstæðisflokkurinn, ou "Partido da Independência"), de centro-direita.
[editar] Divisões Administrativas
A Islândia é dividida em regiões, círculo eleitorais, condados, e municípios. Existem oito regiões, que servem basicamente para propósitos estatísticos, que são:
-
- Austurland - Oeste
- Höfuðborgarsvæði - Distrito da Capital
- Norðurland Eystra - Nordeste
- Norðurland Vestra - Noroeste
- Suðurland - Sul
- Suðurnes - Península Austral ou Sudoeste
- Vestfirðir - Fiordes do Oeste
- Vesturland - Leste
Até o ano de 2003, os círculos eleitorais das eleições parlamentares eram os mesmos das regiões, mas em uma emenda da constituição, ele foram transformados nos seis círculos atuais:
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- Norte de Reiquiavique e Sul de Reiquiavique (regiões da cidade);
- Sudoeste (quatro subúrbios em torno de Reiquiavique);
- Noroeste e Nordeste (metade norte da Islândia); e,
- Sul (metade sul da Islândia, excluíndo Reiquiavique e seus subúrbios).
Essa mudança dos círculos eleitorais se deu para equilibrar o peso dos diferentes distritos do país, já que em áreas muito pouco habitadas um voto contaria muito mais do um voto na área metropolitana de Reiquiavique. O equilíbrio dos distritos foi reduzido mas ainda existe.[8]
Os vinte e três condados da Islândia servem quase exclusivamente como divisões históricas. Atualmente, a Islândia possui vinte e seis magistrados que representam o governo em diferentes funções, como por exemplo, supervisionar a polícia local (exceto em Reiquiavique, que possui um policial especial designado), recolher taxas e tributos, administrar declarações de fraudes e corrupção e promover uniões civís (casamentos).[8] Os setenta e dois municípios da Islândia têm a função de controlar questões locais como escolas, transportes e zoneamento. Os municípios são o segundo nível de subdivisão da Islândia depois das regiões e antes dos círculos eleitorais, uma vez que estes últimos são relevantes apenas em casos de eleição e propósitos estatísticos. Reykjavík é o município mais populoso, com uma população quatro vezes maior que o segundo, Kópavogur.[8]
[editar] Geografia
[editar] Topografia
A Islândia está localizada no norte do Oceano Atlântico, um pouco ao sul do Círculo Ártico, que passa pela pequena ilha de Grímsey na costa norte islandesa. Diferentemente da Gronelândia, a Islândia é considerada parte da Europa e não da América do Norte, embora geologicamente a ilha pertença à ambos os continentes. Devido à semelhanças culturais, econômicas e lingüísticas, a Islândia é muitas vezes incluída na Escandinávia. Os territórios mais próximos são a Gronelândia (287 km) e as ilhas Feroé (420 km). A distância mais curta em relação ao resto do continente europeu propriamente dito é de 970 km até a Noruega.
A Islândia é 18ª maior ilha do mundo em tamanho, e a segunda maior ilha da Europa, atrás somente da Grã-Bretanha. O país tem 103.000 km² de área, do qual lagos e glaciares cobrem 14.3% e somente 23% é coberto por vegetação.[9] Os maiores lagos são a reserva Þórisvatn: 83-88 km² e o Þingvallavatn: 82 km²; outros lagos importantes incluem o Lögurinn e o Mývatn. O Öskjuvatn é o lago mais profundo com 220 m.
A costa islandesa é repleta de fiordes, e é também na costa que a grande maioria das cidades estão localizadas, porque no interior da ilha além de muito frio, a combinação entre areia e montanhas o torna inabitável. As principais cidade são Reiquiavique, Kópavogur, Hafnarfjörður, Reykjanesbær, onde se encontra o aeroporto internacional, e Akureyri. A ilha de Grímsey, no Círculo Ártico, possui as habitações mais ao norte da Islândia.[10]
A Islândia tem quatro parques nacionais: o Jökulsárgljúfur, o Skaftafell, o Snæfellsjökull, e o Þingvellir, onde o promontório criou um anfiteatro natural.
[editar] Atividade geológica
Geologicamente, a ilha da Islândia é bastante nova. A Islândia está localizada em um ponto quente geológico causado pela pluma mantélica, e também na dorsal meso-atlântica, que passa exatamente sob o solo da ilha. Esta combinação significa que geológicamente a ilha é extremamente ativa, tendo assim muitos vulcões, entre eles o Hekla, o Eldgjá e o Eldfell. A erupção vulcânica do Laki em 1783-1784 causou a grande fome que matou quase um quarto da população.[11] A erupção provocou o aparecimento de nuvens e fumaça em grande parte da Europa e em partes da Ásia e da África por diversos meses após a erupção.
Existem muitos géiseres na Islândia, incluíndo o Geysir, no qual o nome da palavra é derivado. Devido a grande quantidade de força geotérmica e diversos rios e cachoeiras pelo país provedores de hidroeletricidade, a maioria dos residentes têm acesso à água quente por um preço bem baixo. A ilha é composta principalmente por basalto, Dióxido de silício de lava associado com o efusivo vulcanismo como o do Havaí. Porém, a Islândia possui diferentes tipos de vulcões, que produzem riólito e andesito.
A Islândia tem controle sobre Surtsey, uma das ilhas mais novas do mundo. Ela surgiu após uma série de erupções vulcânicas entre o dia 8 de Novembro de 1963 e 5 de Junho de 1968.
[editar] Clima
O clima da costa da Islândia é oceânico. A corrente quente do Atlântico Norte garante temperaturas anuais mais altas que em outros locais do mundo de mesma latitude. Os invernos são amenos e ventosos e os verões úmidos e frescos. Regiões com clima similar incluem as ilhas Aleutas, o Alasca e Terra do Fogo embora essas regiões sejam mais próximas da linha do equador. Apesar da proximidade da ilha com o Ártico, seu litoral mantém-se descongelado durante o inverno, sendo raras as ocasiões de gelo, a última ocorrendo em 1969.[12]
A ilha possui algumas variações climáticas em suas diferentes partes. Em termos gerais, a costa sul é mais quente, úmida e ventosa que o norte. As terras baixas no interior da parte norte são as mais áridas. A precipitação de neve é mais comumno norte do que no sul. As terras altas são as partes mais frias do país.
A temperatura do ar mais quente já registrada foi de 30,5 °C no dia 22 de Junho de 1939 em Teigarhorn, na costa sudeste. A mais baixa foi de -38 °C a 22 de Janeiro de 1918 em Grímsstaðir e Möðrudalur no interior nordeste. As temperaturas recordes em Reiquiavique são de 24,8 °C em 11 de Agosto de 2004, e -24,5 °C no dia 21 de Janeiro de 1918.
| Cidade | Jan | Feb | Mar | Apr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Média | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Reiquiavique[14] | 1.9 | 2.8 | 3.2 | 5.7 | 9.4 | 11.7 | 13.3 | 13.0 | 10.1 | 6.8 | 3.4 | 2.2 | Máx. | 7.0 |
| -3.0 | -2.1 | -2.0 | 0.4 | 3.6 | 6.7 | 8.3 | 7.9 | 5.0 | 2.2 | -1.3 | -2.8 | Mín. | 1.9 | |
| Akureyri[15] | 0.9 | 1.7 | 2.1 | 5.4 | 9.5 | 13.2 | 14.5 | 13.9 | 9.9 | 5.9 | 2.6 | 1.3 | Máx. | 6.7 |
| -5.5 | -4.7 | -4.2 | -1.5 | 2.3 | 6.0 | 7.5 | 7.1 | 3.5 | 0.4 | -3.5 | -5.1 | Mín. | 0.2 |
[editar] Flora e fauna
O curto espaço de tempo desde a última era do gelo, há 10.000 anos atrás, não foi suficiente para que plantas e animais migrassem ou evoluíssem na Islândia. Existem cerca de 1.300 espécies conhecidas de insetos na Islândia, o que é um tanto quanto baixa se comparado aos outros países (cerca de 925.000 são conhecidas no mundo). A única espécie nativa de mamífero quando os primeiros humanos chegaram na ilha era a raposa do ártico, que chegou no fim da era do gelo, andando pelo mar congelado. Não existem espécies nativas de reptéis ou anfíbios na ilha.
Aproximadamente três quartos da ilha não possui vegetação; a maior parte da vegetação é de grama, que regularmente é utilizada na criação de animais domésticos. A única árvore nativa é a Betula pubescens, que originalmente se encontrava em florestas que cobriam boa parte do sul da Islândia. A presença humana alterou seriamente o frágil ecossistema da ilha. As florestas foram intensamente afetadas por incêndios e madeireiras. O desmatamento causou o crescimento da erosão do solo, impedindo o crescimento de novas árvores. Atualmente, apenas alguns arbustos se mantem em reservas isoladas. O replantio das florestas de fato aumentou o número de árvores mas não chega a se comparar com o de outrora. Entre as espécies replantas, muitas são estrangeiras.
Os animais da Islândia são a ovelha islandesa, o gado islandês, e o cavalo islandês. Muitos tipos de peixes vivem nas águas oceânicas próximas ao litoral islandês, e a indústria pesqueira é o principal contribuidor para a economia da Islândia, representando mais da metade do seu total de exportações. Mamíferos selvagens incluem a raposa ártica, mustelas, ratos, ratazanas, coelhos e renas. Em torno dos anos de 1900, ursos polares ocasionalmete visitavam a Islândia, viajando em icebergs desde a Gronelândia. Os pássaros, especialmente os de mar, são parte importante da vida animal da Islândia. Papagaios-do-mar, mandriões e gaivotas fazem ninhos nas falésias da ilha. Apesar de não permitir mais a caça comercial de baleias, ainda permite a sua caça científica, que não são incentivadas pelo Comitê Científico da Comissão Baleeira Internacional.
[editar] Economia
A economia da Islândia é de tipo capitalista, semelhante às de outros países nórdicos, com presença de um estado do bem-estar social. As taxas de desemprego são baixas, e a distribuição de rendimentos é bastante ampla.
A economia da Islândia é modesta, dependente em grande parte da pesca e indústria relacionada, que respondem por quase 70% das exportações. O estado da economia nacional dependente grandemente do mercado para produtos de origem marinha.
Outras fontes importantes de exportação incluem alumínio, ferro-silício, equipamento para pesca e processamento de produtos marítimos, e lã. O comércio exterior desempenha um papel importante na economia da Islândia. Exportações e importação equivalem, cada uma, a um terço do PIB. A maior parte das exportações é para os EUA e para o Japão.
A Islândia usufrui da força geotérmica como recurso energético para todas as atividades, devido sua localização, em um território cheio de vulcões.
Em 14 de outubro de 2008, a bolsa da Islândia sofreu uma queda histórica de 76%.[16]
[editar] Demografia
A população islandesa é bastante reduzida para a extensão do território. A maioria dos islandeses descende de colonizadores noruegueses e celtas oriundos da Irlanda, e a população é notavelmente homogênea. De acordo com estatísticas do governo islandês, 99% da população vive em áreas urbanas (ou seja, em localidades com população maior do que 200 pessoas), e 60% dela vive em Reiquiavique e seus subúrbios.
Das línguas nórdicas, o islandês é a mais próxima do norueguês antigo, e tem permanecido praticamente imutável desde o século XII. Por causa da sua reduzida demografia e relativa homogeneidade, a Islândia tem características de uma sociedade fechada.
Cerca de 91% da população pertence à igreja oficial, a Igreja Evangélica Luterana, ou a outras igrejas luteranas. Entretanto, a Islândia tem completa liberdade religiosa, e outras congregações protestantes e o catolicismo também estão presentes. A mais notável congregação religiosa, e a que mais rapidamente cresceu em 2003, foi a Ásatrúarfélagið ("Comunidade Ásatrú"), que revive a religião pré-cristã da Islândia.
[editar] Cultura
A cultura islandesa possui suas raízes nos vikings e nas tradições nórdicas. A Literatura islandesa é popular, em particular as sagas islandesas e as eddas, que foram escritas durante os primeiros assentamentos. Os islandeses dão bastante importância à independência e à auto-suficiência; em uma pesquisa da Comissão Europeia, mais de 85% dos islandeses declararam a independência como algo de grande importância, sendo contrastante com a média europeia (53%), a Noruega (47%) e a Dinamarca (49%). [17]
Algumas crenças tradicionais se mantêm até hoje; por exemplo, alguns islandeses acreditam em elfos.[18] A Islândia possui o maior IDH do mundo e foi recentemente classificada como o quarto país mais feliz do mundo.[19]
A Islândia é bem liberal em termos de lesbianismo, bissexualismo e transgêneros (GLBT). Em 1996, o parlamento passou uma lei criando a união registrada de casais de mesmo sexo, cobrindo quase todos os direitos e benefícios do casamento. Em 2006, por unanimidade, uma nova lei assegurou os mesmos direitos de adoção e inseminação assistida de casais de sexos diferentes para casais de mesmo sexo.
[editar] Língua
A língua oficial da Islândia é o islandês, uma língua germânica que descende do nórdico antigo. O islandês sofreu menos mudanças em relação ao nórdico antigo do que outras línguas nórdicas, preservando mais inflexões verbais e nominais, e também criando novas palavras a partir de raízes nativas evitando o estrangeirismo. Atualmente, é a única língua viva a utilizar a letra rúnica Þ. O idioma mais próximo ao islandês é o feroês.
O inglês é extensamente falado e maioria dos islandeses falam em um nível quase nativo. O dinamarquês também é muito falado entre a população. Estudar essas línguas faz parte do programa escolar obrigatório da Islândia.[20] Outros idiomas falados são o alemão, o norueguês e o sueco.
[editar] Religião
Os cidadãos islandeses gozam de liberdade religiosa de acordo com sua constituição, apesar de não existir separação entre Igreja e Estado. A Igreja Nacional da Islândia, luterana, é a Igreja do Estado. [21] O registro nacional mantém dados sobre a filiação religiosa de todos os cidadãos islandeses. Em 2005, eram divididos em:[22]